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Gestão escolar e pais em tempos de crise

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25/05/2020 - 7 min - Por Amanda Viegas

No cenário atual, com as consequências do COVID-19, as pessoas e os negócios tiveram que se adaptar e se reinventar. No contexto educacional não foi diferente. A crise sanitária ocasionou uma quebra de paradigmas quanto ao modelo de oferta dos serviços da escola. Tudo isso afetou os docentes, os coordenadores, os estudantes e, consequentemente, as famílias.

As instituições se encontram em situações diferentes em relação a continuidade do ensino. Algumas suspenderam as aulas, outras anteciparam as férias, enquanto outras já estão ativas no regime remoto. Muitas dessas escolas estão se readaptando e buscando formas de aplicar suas práticas pedagógicas no ambiente digital.

Inúmeras são as incertezas advindas do momento atual, contudo, para clarear as ideias e tranquilizar as instituições de ensino, o English Stars preparou um webinário com Roberto Prado, diretor executivo da ABEPAR (Associação Brasileira de Escolas Particulares de SP). A temática do vídeo é sobre a gestão escolar e os pais em tempos de crise. Neste artigo, buscamos apresentar as ideias principais dessa discussão. Confira!


O que é e qual a importância da Gestão Escolar?

Antes de aprofundar no tema, vale destacar que a definição de gestão escolar se relaciona diretamente com a atuação da instituição em prol de promover a garantia do êxito do processo educativo, bem como do aprendizado do aluno.  A gestão contempla vários pilares, tais como: pedagógico, financeiro, administrativo, recursos humanos, comunicação e a gestão de tempo e eficiência dos processos. Como consequência de uma gestão bem articulada, a escola consegue promover um ensino de excelência, que visa combater a indisciplina com uma equipe motivada e engajada. Todo esse cenário contribui para uma participação ativa das famílias, para a diminuição da inadimplência e também da evasão escolar.

A gestão da escola em tempos de pandemia

A seguir, confira alguns pontos principais do webinário do English Stars sobre a temática:

Inadimplência e mensalidades

A mensalidade é uma parcela paga de um contrato que foi feito, e esse contrato é anual, portanto, uma anuidade. Neste momento, muitos pais e responsáveis precisam economizar devido a dificuldades financeiras que muitos estão vivendo, assim como todo o país. Roberto Prado sugere que as instituições analisem caso a caso porque, apesar de algumas famílias sofrerem mais com os impactos da crise do que outras, a escola ainda continua oferecendo o serviço anual. Ele explica que inicialmente os pais podem entender que as atividades estão acontecendo de maneira parcial, mas a escola deve cumprir até o fim do ano com todas as propostas estabelecidas no contrato. Ou seja, as atividades podem acontecer agora ou depois.

Generalizar e oferecer renegociação contratual para todos não é uma estratégia benéfica para a instituição de ensino. Contudo, é importante sim que a escola entenda que essa é uma situação atípica e cabe oferecer às famílias algum apoio escolar. Portanto, analisar individualmente cada caso e decidir como prosseguir, seja com descontos ou renegociações, assegura que não haja um volume grande de inadimplência.

Regulamentação das escolas na nova dinâmica escolar

Acerca da regulamentação, as escolas devem se preocupar agora se estão atuando dentro do indicado pelos órgãos competentes e reguladores. Apesar das incertezas sobre o contexto atual, no dia 28 de abril o Conselho Nacional de Educação (CNE) publicou um documento com sugestões e diretrizes para orientar as escolas durante a pandemia. Roberto acredita que os parâmetros sugeridos pelo CNE são genéricos e gerais, considerando que ninguém tem uma resposta específica para sua escola. Dessa forma, a solução encontra-se dentro da criatividade.

Manutenção dos cursos extracurriculares

Muitas escolas oferecem cursos extracurriculares como uma forma de expandir a aquisição do conhecimento dos alunos. Em relação a essa disponibilização de conteúdos e práticas extras, podem existir dúvidas em relação a aplicação de descontos e o não pagamento desses cursos. Essa questão retoma ao que Roberto mencionou anteriormente, sobre o cumprimento de um contrato anual.

No caso de escolas que oferecem atividades extras, a instituição pode tentar uma negociação com os pais, para que as famílias contribuam com uma parcela do pagamento do serviço. Com esse acordo, a escola pode manter os membros da equipe docente empregados e dando continuidade no processo de ensino-aprendizagem.

Férias ou recesso escolar

Algumas escolas optaram por um recesso escolar no mês de abril, para planejarem como readaptar as suas práticas pedagógicas. A ABEPAR aconselha que as escolas continuem com suas atividades na medida do possível, se adaptando para prosseguir com as aulas dentro de um contexto virtual, mantendo as férias para o mês de julho.

Foram diversas as formas pelas quais as escolas resolveram lidar com a situação. Algumas, já contavam com a inserção digital em sua realidade, e o processo de ativar o regime remoto foi facilitando. Enquanto isso, outras tiveram que iniciar o processo do zero, e um período de recesso foi positivo para que elas tenham se planejado. Ou seja, cabe a cada escola analisar o seu contexto e perceber qual o cenário é mais benéfico para a sua realidade. 

Ensino Remoto e calendário escolar

Roberto Prado afirma que a “escola de educação básica no mundo não foi feita para ser a distância, não foi feita para ser virtual”, mas ele explica que durante esse período excepcional, a orientação do MEC é que as escolas apliquem alguns recursos que anteriormente não eram normais, como, por exemplo, o calendário escolar com número de dias letivos reduzidos e aulas oferecidas no ambiente virtual. Essas medidas devem ocorrer para que não haja perda no processo de aprendizado, o foco principal deve ser os alunos, e tanto os pais e responsáveis quanto os docentes devem alinhar os esforços em prol da otimização da educação do aluno.

Tratando-se de adaptação, alguns pais podem enfrentar dificuldades no processo de ensino remoto, pois agora o apoio familiar se torna indispensável para dar continuidade ao aprendizado. Cabe às instituições e ao corpo docente auxiliar esses pais na execução das atividades. Mais do que nunca a comunicação entre ambas as partes deve ser fortalecida. Apesar dos diversos pontos desfavoráveis da pandemia, agora, a família passou a valorizar muito mais o trabalho dos profissionais da educação, uma vez que precisam atuar ativamente no ensino remoto para auxiliar seus filhos.

Família e Escola

Tanto a escola quanto a família estão com incertezas em relação as suas dívidas e pagamentos. Cabe à escola mostrar para os pais e responsáveis que, mesmo sem aulas presenciais, a instituição continua com a progressão do ensino. Para isso, se torna fundamental que a escola comunique as modificações que estão ocorrendo em sua dinâmica.

A comunicação pode proporcionar uma conversa entre pais e responsáveis junto à escola para encontrar o equilíbrio quanto ao método de ensino. Esse processo comunicacional ajudará na adaptação do ensino remoto e a maneira que ele irá impactar o aluno. Torna-se necessário discutir a quantidade das demandas e como elas estão sendo atendidas, como, por exemplo, se o aluno está recebendo poucas atividades, ou se pais estão achando o fluxo de material muito grande e estão tendo dificuldades para auxiliar os alunos etc.

Tecnologia na educação

As boas práticas de gestão escolar visam otimizar as atividades escolares para garantir a entrega de um ensino de qualidade aos alunos. Contudo, toda a dinâmica escolar foi afetada devido à crise provocada pela COVID-19. A partir disso, as escolas tiveram que repensar e recriar novas formas de ensinar e aprender, e a comunicação atrelada a tecnologia tem muito a contribuir com esse novo contexto.

As ferramentas tecnológicas podem contribuir no processo de ensino-aprendizagem, assim como otimizar a rotina escolar. Pensando nisso, preparamos um guia sobre o assunto, baixe gratuitamente:

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